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Instituto BioSistêmico promove a primeira rodada de atendimentos de manejo sanitário

  • Regina Groenendal
  • 20 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de jun.


Melhorar a qualidade do leite e prevenir doenças que comprometem a produtividade dos rebanhos estiveram entre os objetivos da primeira rodada de atendimentos de manejo sanitário realizada pelo Instituto BioSistêmico (IBS) junto aos produtores atendidos pelo Projeto MS Sul Leite. As visitas, conduzidas pelo médico-veterinário e consultor Ricardo Arruda entre os meses de abril e maio, também contemplaram a realização da Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) nas vacas aptas ao protocolo.


Os atendimentos incluíram avaliações das condições de ordenha, higiene das instalações e dos equipamentos, manejo sanitário do rebanho e orientações voltadas à prevenção e ao controle das principais enfermidades que afetam a produção leiteira. A IATF integrou as ações desenvolvidas nessa etapa, contribuindo para o planejamento reprodutivo e o melhoramento genético dos rebanhos.


Entre as orientações repassadas aos produtores, ganharam destaque práticas voltadas ao aperfeiçoamento da higiene durante a ordenha e à manutenção preventiva dos equipamentos utilizados na atividade. As recomendações incluíram a limpeza adequada das instalações e dos utensílios de ordenha, além da substituição periódica das borrachas das mangueiras e das teteiras, contribuindo para a melhoria da qualidade do leite e para a prevenção da mastite.


Segundo Ricardo Arruda, pequenas mudanças nos procedimentos adotados durante a ordenha podem refletir diretamente na qualidade do leite produzido.


"As orientações são voltadas ao aperfeiçoamento das práticas adotadas nas propriedades. Pequenos ajustes nos procedimentos de ordenha e na manutenção dos equipamentos podem contribuir para reduzir a ocorrência de mastite, melhorar os indicadores de qualidade do leite e aumentar a eficiência da produção", explica.


A melhoria dos indicadores de Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT) está entre os objetivos do Projeto MS Sul Leite. Esses parâmetros refletem as condições de sanidade do rebanho e a qualidade do leite produzido, sendo diretamente influenciados pelas práticas adotadas durante a ordenha e pelo manejo sanitário das propriedades.


Além das orientações relacionadas à ordenha, os produtores receberam recomendações sobre calendário sanitário, vacinação, prevenção de enfermidades e outras práticas que contribuem para a saúde do rebanho e para a qualidade da produção.


A receptividade dos produtores marcou essa primeira etapa dos atendimentos. Segundo Ricardo Arruda, as famílias demonstraram interesse pelas orientações técnicas e disposição para incorporar novos conhecimentos à rotina das propriedades.


"Os produtores receberam muito bem a equipe e demonstraram interesse em colocar as recomendações em prática. Essa receptividade é fundamental para que o trabalho evolua e os resultados apareçam ao longo do projeto", destaca.


As ações de manejo sanitário integram um conjunto de atendimentos realizados pela equipe técnica do Instituto BioSistêmico nas áreas de reprodução, nutrição, gestão zootécnica e boas práticas. A atuação conjunta dessas frentes contribui para o aprimoramento dos sistemas de produção, refletindo na qualidade do leite, na produtividade dos rebanhos e na sustentabilidade da atividade leiteira.


Sobre o Projeto MS Sul Leite


Concebido pelo Instituto BioSistêmico (IBS) e viabilizado com recursos da Fundação Zoetis, o Projeto MS Sul Leite atua junto aos cooperados da Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite de Ponta Porã (Cooperporã), com o objetivo de fortalecer a pecuária leiteira familiar na região sul de Mato Grosso do Sul.


A iniciativa promove assistência técnica especializada, capacitação e aplicação de tecnologias voltadas à melhoria dos sistemas produtivos, abrangendo áreas como manejo reprodutivo, sanitário e nutricional dos rebanhos, gestão zootécnica e adoção de boas práticas de produção.


O projeto também desenvolve ações voltadas ao fortalecimento do associativismo e cooperativismo, além de iniciativas de engajamento de jovens e mulheres rurais. Ao longo de sua execução, busca contribuir para o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade do leite, a sustentabilidade das propriedades e o desenvolvimento das famílias produtoras da região.

 
 
 

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