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IBS orienta produtores sobre silagem e manejo de pastagens no Projeto MS Sul Leite

  • Regina Groenendal
  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura

O Instituto BioSistêmico (IBS) deu início aos atendimentos de manejo nutricional e de pastagens aos produtores que integram o Projeto MS Sul Leite. Realizados entre os meses de maio e junho, os atendimentos foram conduzidos pela médica-veterinária e consultora do Instituto BioSistêmico (IBS), Karen Costa.


O principal objetivo desta etapa foi capacitar os produtores no momento crucial de confecção do silo, identificando pontos de melhoria nos processos de armazenamento e conservação da silagem para otimizar a produção leiteira e minimizar perdas. Além disso, os produtores receberam orientações sobre o manejo correto de pastagens para garantir o maior aproveitamento do capim.


Durante as visitas, a consultora realizou análises qualitativas essenciais para a nutrição do rebanho, como a avaliação de matéria seca, temperatura do silo e o teste na caixa de Penn State (ferramenta que avalia o tamanho das partículas da alimentação das vacas).


O desafio dos grãos inteiros na silagem


Um dos principais pontos de atenção identificados pela equipe técnica foi a presença de grãos de milho inteiros na silagem de algumas propriedades.


"Estudos científicos mostram que cada 1% de amido perdido nas fezes dos animais, muito causado por esses grãos inteiros que a vaca não consegue digerir, representa cerca de 0,32 kg de leite a menos por dia", explica Karen Costa.


Como recomendação para superar esse desafio, a veterinária orientou os produtores a buscarem a quebra máxima do grão de milho. A orientação técnica inclui a identificação e preferência por ensiladeiras que possuam o cracker - mecanismo responsável por triturar os grãos - ou, se possível, a adaptação desse equipamento nas máquinas já utilizadas.


Potencial na seca e receptividade


Apesar dos desafios mecânicos na colheita, a consultora destaca que a região possui um enorme potencial para se tornar referência na produção de leite. O diferencial está na conscientização dos produtores, que já entendem a importância de planejar e produzir alimento para os animais no período da seca, quando a falta de chuvas reduz a disponibilidade de pasto.


A receptividade dos produtores foi um dos destaques desta primeira rodada. Segundo Karen, o início das visitas técnicas foi marcado pelo interesse e pelo engajamento das famílias atendidas.


"Os produtores estavam na expectativa das visitas. Muitos tinham dúvidas acumuladas sobre o processo de ensilagem e se mostraram abertos a aprender e a mudar suas práticas de manejo para melhorar os resultados", finaliza a veterinária.


Sobre o Projeto MS Sul Leite


Concebido pelo Instituto BioSistêmico (IBS) e viabilizado com recursos da Fundação Zoetis, o Projeto MS Sul Leite atua junto aos cooperados da Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite de Ponta Porã (Cooperporã), com o objetivo de fortalecer a pecuária leiteira familiar na região sul de Mato Grosso do Sul.


A iniciativa promove assistência técnica especializada, capacitação e aplicação de tecnologias voltadas à melhoria dos sistemas produtivos, abrangendo áreas como manejo reprodutivo, sanitário e nutricional dos rebanhos, gestão zootécnica e adoção de boas práticas de produção.


O projeto também desenvolve ações voltadas ao fortalecimento do associativismo e cooperativismo, além de iniciativas de engajamento de jovens e mulheres rurais. Ao longo de sua execução, busca contribuir para o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade do leite, a sustentabilidade das propriedades e o desenvolvimento das famílias produtoras da região.

 
 
 

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