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Projeto MS Sul Leite leva tecnologias reprodutivas às propriedades atendidas

  • Regina Groenendal
  • 4 de mai.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de jun.



Tecnologias como a ultrassonografia e a Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) passaram a integrar a rotina dos produtores atendidos pelo Projeto MS Sul Leite. Concebida pelo Instituto BioSistêmico (IBS) e viabilizada com recursos da Fundação Zoetis, a iniciativa amplia o acesso dos produtores da agricultura familiar à assistência técnica especializada e a soluções voltadas ao desenvolvimento da atividade leiteira.


Os primeiros atendimentos de manejo reprodutivo foram realizados pelo médico-veterinário e consultor do IBS, Esley Lourenço, durante o mês de abril. As visitas contemplaram cooperados da Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite de Ponta Porã (Cooperporã), nos assentamentos Itamarati, Dorcelina e Aba da Serra, em Ponta Porã (MS).


Os atendimentos contemplaram avaliações reprodutivas por ultrassonografia, diagnóstico de gestação e identificação de alterações que podem comprometer a eficiência reprodutiva, como infecções uterinas e cistos ovarianos. Nas vacas aptas, foi realizada a aplicação do protocolo hormonal para Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), técnica que contribui para o planejamento reprodutivo e o melhoramento genético dos rebanhos.


Para muitos produtores, esta foi a primeira oportunidade de utilizar tecnologias reprodutivas como a ultrassonografia e a IATF. Além de proporcionar avaliações mais precisas das condições reprodutivas dos animais, esses recursos auxiliam na tomada de decisão e permitem planejar de forma mais eficiente o manejo dos rebanhos.



Segundo Esley Lourenço, o manejo reprodutivo é uma das frentes de atuação do Projeto MS Sul Leite, mas os resultados dependem da integração entre todas as áreas acompanhadas pela equipe técnica do IBS.


"O trabalho reprodutivo está diretamente relacionado aos manejos nutricional, sanitário e às boas práticas desenvolvidas pelos demais profissionais do projeto. Uma vaca bem alimentada, saudável e manejada corretamente responde melhor aos protocolos reprodutivos. Por isso, atuamos de forma integrada, em conjunto com os demais profissionais do projeto, para promover melhorias em todo o sistema de produção e não apenas em uma área específica", explica.


Além das avaliações reprodutivas, os produtores receberam orientações relacionadas aos principais desafios observados nas propriedades, incluindo recomendações sobre vacinação, prevenção de doenças e práticas de manejo que influenciam diretamente o desempenho reprodutivo dos animais.


A receptividade dos produtores marcou essa primeira etapa dos atendimentos. "Encontramos produtores muito receptivos e motivados com o início do projeto. Muitos aguardavam esse acompanhamento técnico e demonstraram grande interesse em aprender e implementar as recomendações. Essa parceria entre equipe técnica e produtores será fundamental para alcançarmos os resultados esperados", destaca Esley.



A atuação integrada da equipe técnica reflete a metodologia de trabalho do Instituto BioSistêmico, que considera a propriedade rural como um sistema interligado, no qual reprodução, nutrição, sanidade, gestão e boas práticas se complementam. Dessa forma, as ações desenvolvidas em cada área contribuem conjuntamente para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade do leite e promover a sustentabilidade da atividade leiteira.


Sobre o Projeto MS Sul Leite


Concebido pelo Instituto BioSistêmico (IBS) e viabilizado com recursos da Fundação Zoetis, o Projeto MS Sul Leite atua junto aos cooperados da Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite de Ponta Porã (Cooperporã), com o objetivo de fortalecer a pecuária leiteira familiar na região sul de Mato Grosso do Sul.


A iniciativa promove assistência técnica especializada, capacitação e aplicação de tecnologias voltadas à melhoria dos sistemas produtivos, abrangendo áreas como manejo reprodutivo, sanitário e nutricional dos rebanhos, gestão zootécnica e adoção de boas práticas de produção.


O projeto também desenvolve ações voltadas ao fortalecimento do associativismo e cooperativismo, além de iniciativas de engajamento de jovens e mulheres rurais. Ao longo de sua execução, busca contribuir para o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade do leite, a sustentabilidade das propriedades e o desenvolvimento das famílias produtoras da região.

 
 
 

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